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Cais do Valongo

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Cais do Valongo e da Imperatriz
Cais do Valongo e da Imperatriz

O Cais do Valongo é um antigo cais localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as atuais ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Recebeu o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2017, por ser o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados na América. Construído, em 1811, pela Intendência Geral de Polícia da Corte do Rio de Janeiro, foi local de desembarque e comércio de escravizados africanos até 1831, foi desativado com a proibição do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra. Durante os vinte anos de sua operação, recebeu cerca de um milhão de africanos, se tornando o maior porto receptor da diáspora africana do mundo. Em 1843, o cais foi reformado para o desembarque da princesa Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias, que viria a se casar com o imperador D. Pedro II. O atracadouro passou então a chamar-se Cais da Imperatriz. Entre 1850 e 1920, a área em torno do antigo cais tornou-se um espaço ocupado por negros escravizados ou libertos de diversas nações - área que Heitor dos Prazeres chamou de Pequena África.

Excerto do artigo da Wikipédia Cais do Valongo (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Cais do Valongo
Praça Jornal do Comércio, Rio de Janeiro Pequena África

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Rio de Janeiro, Brasil
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Cais do Valongo e da Imperatriz
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Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana
Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana

O Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana é um conjunto de pontos históricos e de memória, localizados entre os bairros da Gamboa e da Saúde, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro. Foi criado com o objetivo de integrar os sítios arqueológicos existentes na área e instituições de valorização e preservação da memória e do patrimônio afro-brasileiro. A iniciativa visa, também, promover a segurança e a conservação do patrimônio arqueológico em questão. Foi criado no dia 29 de novembro de 2011 por meio do Decreto Municipal Nº 34.803, elaborado pelo então prefeito carioca Eduardo Paes. O circuito foi criado devido à importância histórica e cultural dos remanescentes revelados pelas pesquisas arqueológicas executadas na região, motivadas principalmente pelas obras no âmbito do Porto Maravilha. O mesmo decreto de 2011 também instituiu o Grupo de Trabalho Curatorial do Projeto Urbanístico, Arquitetônico e Museológico do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, coordenado pelo Subsecretário do Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design do Gabinete do Prefeito. O grupo de trabalho teve o objetivo de construir coletivamente diretrizes para a implementação de políticas de valorização da memória e da proteção do patrimônio cultural da região. O grupo também ficou encarregado de apresentar, em 30 dias, o recorte conceitual, histórico-cultural, de abrangência do circuito e sua delimitação territorial.

Cais da Gamboa
Cais da Gamboa

O Cais da Gamboa é um cais situado na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. É banhado pela Baía de Guanabara e compõe o Porto do Rio de Janeiro, sendo uma de suas áreas mais antigas. Com cerca de 3,1 km de extensão, estende-se desde a Rodoviária Novo Rio até o Museu de Arte do Rio. É margeado pela Avenida Rodrigues Alves e pela Orla Conde. O Cais da Gamboa era originalmente composto por 18 armazéns, no entanto quatro deles foram demolidos ao longo do tempo devido às atividades portuárias. Os armazéns 1 e 2 e parte do armazém 3 situam-se dentro da área do bairro da Saúde; a outra parte do armazém 3 e os armazéns 4, 5, 6, 7 e 8 localizam-se na área do bairro da Gamboa; por fim, os armazéns 13, 14, 15, 16, 17 e 18 ficam dentro dos limites do bairro do Santo Cristo. No cais também situa-se o Edifício Touring, um edifício em estilo art déco projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire. As obras de construção do cais foram iniciadas em abril de 1904. A construção seguiu um sistema denominado Hersent, o mesmo adotado na construção do porto de Antuérpia, na Bélgica. As obras foram concluídas em 1910, durante o mandato do presidente Nilo Peçanha. Para a construção do cais, as praias e os sacos que existiam na região, como a Praia da Gamboa, tiveram que ser aterrados. A fim de permitir o aprofundamento dos berços de atracação e viabilizar a operação com navios de maior porte no Cais da Gamboa, tiveram início em 2022 obras estruturais de ampliação e modernização orçadas inicialmente em R$ 104 milhões. Posteriormente, pretende-se realizar a dragagem do acesso aquaviário ao cais.