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Morro da Providência

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Morro da Providência
Morro da Providência

O Morro da Providência é um morro situado no bairro da Gamboa, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Em suas encostas localiza-se uma favela com o mesmo nome, destacada por ser a favela mais antiga do Brasil. O povoamento do morro iniciou-se efetivamente na década de 1890 por moradores despejados de um cortiço e por soldados que participaram da Guerra de Canudos. No início do século XX, o acidente geográfico era conhecido por seus moradores, em sua maioria oriundos da Guerra de Canudos, como Morro da Favela, uma referência a um morro de mesmo nome que existia em Canudos e que era recoberto por um arbusto rasteiro da espécie Cnidoscolus quercifolius, popularmente conhecida como favela. A designação atual da região, Morro da Providência, consta nas plantas da cidade do Rio de Janeiro desde meados do século XIX.

Excerto do artigo da Wikipédia Morro da Providência (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Morro da Providência
Beco da Caixa D'água, Rio de Janeiro Pequena África

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N -22.900833333333 ° E -43.196388888889 °
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Endereço

Beco da Caixa D'água
20220-350 Rio de Janeiro, Pequena África
Rio de Janeiro, Brasil
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Lugares próximos

Parque Machado de Assis
Parque Machado de Assis

O Parque Machado de Assis é um parque urbano situado no bairro do Santo Cristo, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Com 21.850 m² de área, o parque localiza-se no alto do Morro do Pinto. Em seu interior situa-se o Reservatório do Morro do Pinto, o terceiro maior reservatório da cidade do Rio de Janeiro, que possui capacidade de armazenar até 15 mil m³ de água. O parque foi reinaugurado no dia 1º de dezembro de 2013 após 17 meses fechado por conta das obras de construção do Reservatório do Morro do Pinto. A revitalização do parque foi feita no âmbito do Porto Maravilha, uma operação urbana que visa revitalizar a Zona Portuária do Rio de Janeiro. Atualmente, o espaço conta com: uma quadra poliesportiva; um campo de futebol soçaite; uma pista para caminhada e corrida; brinquedos para crianças; uma academia de ginástica para terceira idade; uma pérgola; uma churrasqueira comunitária; um espaço para piqueniques; dois mirantes; e banheiros. Estima-se que cerca de 12 mil moradores do Morro do Pinto e das redondezas usufruam do espaço. Em 28 de fevereiro de 2015, o parque foi promovido a Vila Olímpica, a 21ª da cidade do Rio de Janeiro, passando a contar com atividades regulares de esporte e lazer. As modalidades oferecidas pela vila olímpica são: futebol, futsal, vôlei, handebol, badminton, ginástica rítmica e localizada, atletismo, caminhada orientada, atividades motoras e coordenadas, circuito e dança. O espaço recebeu o nome Parque Machado de Assis por homenagear Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira. Entre os principais romances do escritor, estão: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e Esaú e Jacó.

Centro Cultural José Bonifácio
Centro Cultural José Bonifácio

O Centro Cultural José Bonifácio (CCJB) é um centro cultural situado no bairro da Gamboa, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Instalado em uma construção do século XIX, localiza-se no cruzamento da Rua Pedro Ernesto com a Rua João Alvares. Integra o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, criado com o objetivo de preservar a memória africana na cidade. Com investimentos de R$ 3,8 milhões em restauração, o centro foi reinaugurado em 20 de novembro de 2013, Dia da Consciência Negra, pelo prefeito Eduardo Paes. O palacete, fundado em 1877 por Dom Pedro II, foi restaurado pelo programa Porto Maravilha Cultural, responsável pela recuperação do patrimônio artístico, histórico e cultural da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O centro cultural é composto por uma área de 2.356 m², dividida em três pavimentos e 18 salas de usos diversos. No térreo, está instalada a área técnica e alguns banheiros. Já no primeiro pavimento, situam-se: um espaço de exposição para arqueologia, que abriga alguns achados do Cais do Valongo; uma biblioteca com acervo qualificado nas temáticas africana e afro-brasileira; uma livraria especializada; um minicentro de convenções; e a administração do CCJB. O espaço possui uso múltiplo, abrigando atividades tanto acadêmicas quanto pedagógicas e artístico-culturais referentes à influência africana na formação social brasileira. Abriga uma exposição permanente de objetos encontrados durante as escavações e obras no âmbito da Porto Maravilha. Pulseiras, cachimbos e amuletos são alguns dos objetos expostos. O centro recebeu esse seu em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, que foi um naturalista, estadista e poeta brasileiro. José Bonifácio foi uma pessoa decisiva para a consolidação da Independência do Brasil, e por isso é conhecido pelo epíteto de "Patriarca da Independência".

Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos
Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos

O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) é um instituto brasileiro sediado na cidade do Rio de Janeiro. Sua sede localiza-se em uma residência situada na Rua Pedro Ernesto. O IPN tem como objetivo estimular e promover a construção de memórias a fim de valorizar o patrimônio cultural referente à cultura africana e afro-brasileira e promover a reflexão sobre a escravidão e a igualdade racial no Brasil. É responsável pela gestão do Cemitério dos Pretos Novos e do Memorial dos Pretos Novos. O instituto foi criado em 13 de maio de 2005, 9 anos após o achado arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos, ocorrido no dia 8 de janeiro de 1996. Os proprietários da sede do instituto, o casal Guimarães, resolveram reformar o imóvel do qual são donos e, ao sondar o solo para as obras, encontraram fragmentos de ossos humanos misturados a vestígios de cerâmica, vidro e ferro, entre outros. A descoberta foi comunicada aos órgãos responsáveis, que enviaram ao local equipes de profissionais que confirmaram a existência de um sítio arqueológico de grande importância histórica. A sede do IPN dispõe de uma biblioteca especializada na temática africana e afro-brasileira, bem como de uma galeria de arte contemporânea. São oferecidos diversos cursos e oficinas no instituto, voltados tanto para professores quanto para moradores da região e ao público em geral. Atualmente, o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos corre o risco de encerrar as suas atividades por falta de verbas para custear despesas básicas de funcionamento. O aporte que garantia tais verbas, firmado em 2013, terminou em março de 2017 e não foi renovado. O instituto recebeu esse nome por homenagear os Pretos Novos. Pretos Novos era o nome dado aos escravos recém-chegados ao Rio de Janeiro pelo Cais do Valongo e que eram negociados no mercado de vendas de escravizados.

Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana
Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana

O Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana é um conjunto de pontos históricos e de memória, localizados entre os bairros da Gamboa e da Saúde, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro. Foi criado com o objetivo de integrar os sítios arqueológicos existentes na área e instituições de valorização e preservação da memória e do patrimônio afro-brasileiro. A iniciativa visa, também, promover a segurança e a conservação do patrimônio arqueológico em questão. Foi criado no dia 29 de novembro de 2011 por meio do Decreto Municipal Nº 34.803, elaborado pelo então prefeito carioca Eduardo Paes. O circuito foi criado devido à importância histórica e cultural dos remanescentes revelados pelas pesquisas arqueológicas executadas na região, motivadas principalmente pelas obras no âmbito do Porto Maravilha. O mesmo decreto de 2011 também instituiu o Grupo de Trabalho Curatorial do Projeto Urbanístico, Arquitetônico e Museológico do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, coordenado pelo Subsecretário do Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design do Gabinete do Prefeito. O grupo de trabalho teve o objetivo de construir coletivamente diretrizes para a implementação de políticas de valorização da memória e da proteção do patrimônio cultural da região. O grupo também ficou encarregado de apresentar, em 30 dias, o recorte conceitual, histórico-cultural, de abrangência do circuito e sua delimitação territorial.

Passeio Ernesto Nazareth
Passeio Ernesto Nazareth

O Passeio Ernesto Nazareth é um calçadão situado no bairro do Santo Cristo, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Com uma área de 6 mil m², localiza-se no quarteirão formado pelas avenidas Professor Pereira Reis e Cidade de Lima, pela Rua Cordeiro da Graça e pela Via Binário do Porto, onde antes era uma via-férrea. O calçadão, que conta com plantas nativas da Mata Atlântica, foi inaugurado em 3 de dezembro de 2016. Seu projeto de arquitetura e paisagismo foi assinado pelo arquiteto Sérgio Santana. Originalmente, pretendia-se expor no local alguns objetos encontrados em escavações na Região Portuária do Rio de Janeiro, como âncoras de navios. No dia 9 de dezembro de 2017, o espaço público passou a contar com mobiliário urbano feito com plástico reciclado. O conjunto, composto por um banco com duas mesas, um lounge com mesinhas e cadeiras e uma cobertura, foi projetado por cerca de 20 estudantes de design, desenho industrial e arquitetura das seguintes universidades fluminenses: PUC-Rio, UERJ, UFF e UFRJ. Em outubro de 2021, o Passeio Ernesto Nazareth recebeu 18 murais de graffiti de diversos temas nas fachadas ao longo de sua extensão, somando uma área de mais de 11 mil m². Os murais foram feitos a fim de compor o Distrito de Arte do Porto, um polo de arte e entretenimento que visa se tornar a maior galeria de arte urbana a céu aberto da América Latina. O projeto foi idealizado pelo Núcleo de Ativação Urbana (NAU). A escolha do nome do calçadão foi feita através de uma votação online, promovida pelo espaço multiuso Rua City Lab em parceria com o empreendimento Novocais do Porto, o escritório Arca Urbana/Impact Hub e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), onde o nome Passeio Ernesto Nazareth foi escolhido por 64,63% dos internautas. Ernesto Nazareth, nascido em uma casa no Morro do Pinto no dia 20 de março de 1863, é considerado um dos grandes nomes do maxixe, sendo hoje um dos compositores brasileiros mais estudados, gravados e interpretados internacionalmente. Os outros nomes finalistas da votação foram: Passeio do Cais, Parque Gentileza, Parque do Reencontro e Parque do Cais.

Panteão de Caxias
Panteão de Caxias

Panteão de Caxias é um monumento localizado na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, em frente ao Palácio Duque de Caxias. Fora construído para abrigar os restos mortais de Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, considerado patrono do exército brasileiro, e de sua esposa, Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, Duquesa de Caxias. No dia 25 de Agosto de 1949, o mau tempo impediu que se realizassem as cerimônias externas, inclusive, o translado dos restos mortais do duque e da duquesa para a cripta do Pantheon; somente as solenidades internas foram feitas. No salão nobre do Palácio da Guerra, às 11 horas, o ministro Canrobert Pereira da Costa foi cumprimentado pelo ministro da Marinha de Guerra, almirante Silvio de Noronha, que fez um discurso encomiástico sobre o herói de Itororó. Às 16:30 horas, no mesmo salão nobre, houve uma solenidade em que foi distribuído as condecorações da Ordem do Mérito Militar aos oficiais que prestaram serviços relevantes a pátria. Nestas cerimônias internas os ministros representantes do Supremo Tribunal Federal, Ribeiro da Costa e Barros Barreto, participaram das homenagens, além do representante do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Lafayette de Andrada. Enquanto isso, os despojos do duque continuaram sob vigília na Igreja da Santa Cruz, no qual a Divisão Blindada da Zona Militar do Leste ficou incumbida na vigília do dia 25, para os outros dias foram elencados outros departamentos das forças armadas. No dia 30 de agosto de 1949, houve, enfim, a transladação dos restos mortais do Duque de Caxias e de sua esposa. O translado para o Pantheon contou com a presença da Marinha, Aeronáutica, os poderes executivo, legislativo e judiciário, o clero, as associações religiosas, científicas e culturais, as representações diplomáticas e o povo em geral, todos se juntaram ao Exército à homenagem ao condestável da Pátria. O caminho do cortejo foi ornamentado com bandeiras nacionais. Cerca de dez mil homens foram dispostos por toda a extensão das avenidas Presidente Vargas, a partir da Praça da República, e Rio Branco, até a rua Sete de Setembro, nesta localidade e em parte da rua Primeiro de Março, onde está localizada a igreja da Santa Cruz. Por volta das 10:00 horas o coche que trazia as urnas com os despojos chegou à Praça da República. O Presidente Dutra já se encontrava no Pantheon tendo sido recebido pelo prefeito, pelos ministros do Estado, pelo cardeal D. Jaime Câmara e por várias autoridades civis e militares. Foi montado um palanque em frente ao Pantheon, onde estavam os representantes diplomáticos e autoridades do governo, e compunham ainda, parlamentares, secretários da prefeitura e senhoras, como a esposa do prefeito Mendes Moraes. Ao lado do Pantheon e do palanque, havia alunos do Colégio Militar e do Instituto de Educação, os primeiros, com a chegada do coche soltaram 3000 pombos. Esquadrilhas de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoaram o local assistidos a esta altura por uma ingente multidão que estava acompanhando o cortejo que mobilizou toda a cidade. Em seguida, as urnas foram levadas à entrada do Pantheon pelos soldados da Polícia do Exército que passou para o destacamento dos Dragões da Independência, que levou as urnas para a cripta do Pantheon. Além das urnas com os restos mortais do duque e da duquesa, foram levadas, para o interior do Pantheon, as cópias dos laudos da exumação e da perícia realizada nos despojos.