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Panteão de Caxias

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Panteão de Caxias é um monumento localizado na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, em frente ao Palácio Duque de Caxias. Fora construído para abrigar os restos mortais de Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, considerado patrono do exército brasileiro, e de sua esposa, Ana Luísa de Loreto Carneiro Viana, Duquesa de Caxias. No dia 25 de Agosto de 1949, o mau tempo impediu que se realizassem as cerimônias externas, inclusive, o translado dos restos mortais do duque e da duquesa para a cripta do Pantheon; somente as solenidades internas foram feitas. No salão nobre do Palácio da Guerra, às 11 horas, o ministro Canrobert Pereira da Costa foi cumprimentado pelo ministro da Marinha de Guerra, almirante Silvio de Noronha, que fez um discurso encomiástico sobre o herói de Itororó. Às 16:30 horas, no mesmo salão nobre, houve uma solenidade em que foi distribuído as condecorações da Ordem do Mérito Militar aos oficiais que prestaram serviços relevantes a pátria. Nestas cerimônias internas os ministros representantes do Supremo Tribunal Federal, Ribeiro da Costa e Barros Barreto, participaram das homenagens, além do representante do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Lafayette de Andrada. Enquanto isso, os despojos do duque continuaram sob vigília na Igreja da Santa Cruz, no qual a Divisão Blindada da Zona Militar do Leste ficou incumbida na vigília do dia 25, para os outros dias foram elencados outros departamentos das forças armadas. No dia 30 de agosto de 1949, houve, enfim, a transladação dos restos mortais do Duque de Caxias e de sua esposa. O translado para o Pantheon contou com a presença da Marinha, Aeronáutica, os poderes executivo, legislativo e judiciário, o clero, as associações religiosas, científicas e culturais, as representações diplomáticas e o povo em geral, todos se juntaram ao Exército à homenagem ao condestável da Pátria. O caminho do cortejo foi ornamentado com bandeiras nacionais. Cerca de dez mil homens foram dispostos por toda a extensão das avenidas Presidente Vargas, a partir da Praça da República, e Rio Branco, até a rua Sete de Setembro, nesta localidade e em parte da rua Primeiro de Março, onde está localizada a igreja da Santa Cruz. Por volta das 10:00 horas o coche que trazia as urnas com os despojos chegou à Praça da República. O Presidente Dutra já se encontrava no Pantheon tendo sido recebido pelo prefeito, pelos ministros do Estado, pelo cardeal D. Jaime Câmara e por várias autoridades civis e militares. Foi montado um palanque em frente ao Pantheon, onde estavam os representantes diplomáticos e autoridades do governo, e compunham ainda, parlamentares, secretários da prefeitura e senhoras, como a esposa do prefeito Mendes Moraes. Ao lado do Pantheon e do palanque, havia alunos do Colégio Militar e do Instituto de Educação, os primeiros, com a chegada do coche soltaram 3000 pombos. Esquadrilhas de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoaram o local assistidos a esta altura por uma ingente multidão que estava acompanhando o cortejo que mobilizou toda a cidade. Em seguida, as urnas foram levadas à entrada do Pantheon pelos soldados da Polícia do Exército que passou para o destacamento dos Dragões da Independência, que levou as urnas para a cripta do Pantheon. Além das urnas com os restos mortais do duque e da duquesa, foram levadas, para o interior do Pantheon, as cópias dos laudos da exumação e da perícia realizada nos despojos.

Excerto do artigo da Wikipédia Panteão de Caxias (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Panteão de Caxias
Avenida Marechal Floriano, Rio de Janeiro Centro

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Comício da Central
Comício da Central

22° 54' 20.57" S 43° 11' 22.06" O O Comício da Central, ou Comício das Reformas, foi um comício realizado no dia 13 de março de 1964 na cidade do Rio de Janeiro, na Praça da República, situada em frente à estação da Central do Brasil. Cerca de 200 mil pessoas (ou 150 mil pessoas) ali se reuniram para ouvir a palavra do Presidente da República, João Goulart, e do ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola. O Comando Geral dos Trabalhadores, organizador do comício, havia se disposto a levar 100 mil pessoas. O Instituto João Goulart possui documentos que demonstram a existência de planos de um atentado a bomba no Comício, abandonado para "não criar um martir". Na época haviam informações de se tratar de um atirador e boatos de que os comunistas realizariam o atentado e culpariam os militares. João Goulart não desejava ir ao comício devido a um problema no coração e para sua esposa, Maria Thereza, ele disse: "Teca, vou cumprir o meu dever, mesmo que seja o último”. Na ocasião, Jango assinou dois decretos, com toda a Soberania que a Constituição de 1946 o possibilitava. O primeiro deles era simbólico e consistia na desapropriação das refinarias de petróleo que ainda não estavam nas mãos da Petrobrás. O segundo – chamado decreto da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária) – declarava sujeitas a desapropriação propriedades subutilizadas, especificando a localização e a dimensão das que estariam sujeitas à medida. O presidente revelou também que estavam em preparo a reforma urbana – um espantalho para a classe média temerosa de perder seus imóveis para os inquilinos – e propostas a serem encaminhadas ao Congresso, que previam mudanças nos impostos e concessão de voto aos analfabetos e aos quadros inferiores das Forças Armadas.

Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro

A Faculdade Nacional de Direito (FND) é uma unidade de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo sido fundada em 1920 através da fusão de duas importantes instituições de ensino criadas no século XIX. Consolidou-se ao longo de sua trajetória como a melhor faculdade de direito do Rio de Janeiro e uma das mais renomadas do país, sendo constantemente reconhecida pela excelência acadêmica e relevância. Considerada uma das mais tradicionais e conceituadas escolas de direito do Brasil, formou grandes juristas, diplomatas, escritores, jornalistas, políticos, juízes, desembargadores. Constantemente citada dentre as melhores e mais renomadas instituições do país. Em 2025, foi considerada pelo Ranking Universitário Folha (RUF) como a melhor faculdade de direito do Rio de Janeiro e a 3° melhor faculdade pública de direito do Brasil. O Curso de Direito da UFRJ também alcançou a nota máxima (5 estrelas) no Guia do Estudante da Editora Abril, detém o selo OAB recomenda e apresenta a maior nota na avaliação do ENADE (Exame nacional de Desempenho de Estudantes). Além do reconhecimento nacional, a Faculdade Nacional de Direito figura-se como uma das maiores referências no ensino jurídico da América Latina, segundo o QS World University Rankings. O Programa de Pós-Graduação em Direito da UFRJ possui cursos de Mestrado e Doutorado na área de concentração "Teorias Jurídicas Contemporâneas". Está situada no Palácio do Conde dos Arcos (prédio que abrigou, entre 1826 e 1924, o Senado brasileiro), na Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro.

Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana
Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana

O Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana é um conjunto de pontos históricos e de memória, localizados entre os bairros da Gamboa e da Saúde, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro. Foi criado com o objetivo de integrar os sítios arqueológicos existentes na área e instituições de valorização e preservação da memória e do patrimônio afro-brasileiro. A iniciativa visa, também, promover a segurança e a conservação do patrimônio arqueológico em questão. Foi criado no dia 29 de novembro de 2011 por meio do Decreto Municipal Nº 34.803, elaborado pelo então prefeito carioca Eduardo Paes. O circuito foi criado devido à importância histórica e cultural dos remanescentes revelados pelas pesquisas arqueológicas executadas na região, motivadas principalmente pelas obras no âmbito do Porto Maravilha. O mesmo decreto de 2011 também instituiu o Grupo de Trabalho Curatorial do Projeto Urbanístico, Arquitetônico e Museológico do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana, coordenado pelo Subsecretário do Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design do Gabinete do Prefeito. O grupo de trabalho teve o objetivo de construir coletivamente diretrizes para a implementação de políticas de valorização da memória e da proteção do patrimônio cultural da região. O grupo também ficou encarregado de apresentar, em 30 dias, o recorte conceitual, histórico-cultural, de abrangência do circuito e sua delimitação territorial.