A ponte móvel de Leça situa-se no porto de Leixões, e tem como objectivo ligar duas margens do porto, mais concretamente Matosinhos a Leça da Palmeira, dando acesso à doca nº 4, mas também levantar para os navios poderem navegar através dela. É um importante meio de ligação, pois se tal não existisse não seria possível a travessia do porto com tanta facilidade.
Inaugurada a 30 de julho de 2007 esta foi projectada pelo Arquitecto João Motta Guedes e teve a participação também dos Engenheiros das empresas Proman e JNA.
Um trabalho em conjunto que possibilitou que esta vencesse vários prémios nacionais e internacionais.
A ponte foi construída para substituir uma mais antiga.
A nova ponte tem como principais objectivos:
Uma melhor circulação rodoviária e pedonal;
Acesso de navios de maior porte no Porto de Leixões, como o de classe "Panamax";
Aumento da competitividade do Porto;
Maior velocidade de abertura e fecho das duas partes do vão;
Minimizar constrangimento na transposição da ponte;
Melhoria dos acessos em ambas margens;
Reduzir número de vezes do levantamento da ponte;
Substituir mecanismos da antiga ponte com 50 anos;
Aumentar acesso da frota mundial para 75%;
Novas caracteristicas estruturais:
Alargamento do vão para 92 metros;
Cobertura na faixa pedonal;
Dois elevadores para os peões;
Moderno sistema hidráulico de abertura e fecho;
Alargamento do canal navegável de 59 metros para 77,5 metros;
Estrutura mais ligeira;
Peso total: 1300 t;
Peso de cada vão: 290 t;
Dois grande suportes estruturais, pintados de azul, em forma de H, que suportam as forças exercidas pela ponte;
Altura total da ponte: 42 metros;
Altura do vão passa de 9,4 metros para 10,7 metros.
Uma das principais vantagens desta nova ponte é o tempo ganho na passagem dos barcos.
Por um lado, o aumento de altura do vão já não é preciso fazer subir tantas vezes a ponte, beneficiando a circulação rodoviária pois não tem que ser interrompida.
Por outro lado, o facto de ter um novo equipamento elétrico e hidráulico permite uma maior eficiência na abertura e no fecho da ponto, reduzido cerca de 6 minutos o tempo em relação à antiga ponte.
Este projecto foi concretizado pela empresa Mota Engil - Engenharia de Construção, SA, comparticipado pela POAT – Programa Operacional de Acessibilidades e Transporte e CPTP - Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, SA e financiado em 50% pela União Europeia.
É a 4ª maior ponte móvel do mundo, ficando atrás da ponte móvel de Barcelona, Valência e Miami.
O custo total da obra foi cerca de 14 milhões de euros.
Algumas informações gerais da ponte: