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Cenotáfio

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Cenotaph London
Cenotaph London

Cenotáfio (do latim tardio cenotaphium, do grego κενοτάφιον, composto de κενός "vazio" e τάφος "tumba") é um memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido. Há diversos cenotáfios pelo mundo. Em Portugal no Panteão Nacional são evocadas através de cenotáfios várias personalidades. Porém, o mais invulgar e interessante cenotáfio existente em Portugal é a Capela Carlos Alberto, em homenagem ao rei Carlos Alberto da Sardenha, no Porto. No Brasil um exemplo de cenotáfio é aquele dedicado aos Inconfidentes no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, Minas Gerais. No Cemitério Central de Viena, na Áustria, encontra-se o cenotáfio de Wolfgang Amadeus Mozart. Em Londres, existe um no centro de Whitehall construído em 1920 por sir Edwin Lutyens para homenagear os mortos da Primeira Guerra Mundial. Um conjunto impressionante de cenotáfios encontra-se perto de Hebron - Israel - no edifício construído pelo rei Herodes, o Grande, e conhecido como "Túmulos dos Patriarcas e das Matriarcas". O local, que os cruzados transformaram em igreja cristã, foi depois tornado uma mesquita com quatro minaretes. Atualmente, o edifício é metade sinagoga e metade mesquita. Nele se encontram os cenotáfios de Adão e Eva, de Abraão e Sara e Isaac. No Ceará, o maior cenotáfio do estado fica no município de Pacoti, no maciço de Baturité. O templo foi construído pelo comendador Ananias Arruda, em homenagem à sua esposa Donaninha Arruda.[carece de fontes?].

Excerto do artigo da Wikipédia Cenotáfio (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Cenotáfio
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Cenotaph London
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Execução de Carlos I
Execução de Carlos I

Carlos I, Rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, foi executado publicamente na terça-feira, 30 de janeiro de 1649 fora da Banqueting House em Whitehall, Londres. A execução foi o culminar de conflitos políticos e militares entre os realistas e os parlamentaristas na Inglaterra durante a Guerra Civil Inglesa, levando à captura de Carlos e seu julgamento. No sábado, 27 de janeiro de 1649, o Alta Corte de Justiça parlamentarista declarou Carlos culpado de tentar "manter em si mesmo um poder ilimitado e tirânico para governar de acordo com sua vontade, e derrubar os direitos e liberdades do povo" e sentenciou-o à morte por decapitação. Carlos passou seus últimos dias no Palácio de St. James, acompanhado por seus súditos mais leais e visitado por sua família. Em 30 de janeiro, ele foi levado para um grande andaime negro construído em frente à Banqueting House, onde uma grande multidão se reunira. Carlos subiu no andaime e proferiu seu último discurso, declarando sua inocência em relação aos crimes dos quais o parlamento o acusara, e afirmando ser um "mártir do povo". A multidão não pôde ouvir o discurso, devido aos muitos guardas parlamentaristas bloqueando o andaime, mas o companheiro de Carlos, o Bispo William Juxon, registrou-o em estenografia. Carlos deu algumas últimas palavras a Juxon, reivindicando uma "coroa incorruptível" para si no Céu, e colocou a cabeça no cepo. Ele esperou alguns momentos e, após dar um sinal de que estava pronto, o carrasco anônimo decapitou Carlos com um único golpe e segurou a cabeça de Carlos em silêncio para a multidão, deixando-a cair logo após no meio dos soldados. A execução foi descrita como um dos eventos mais significativos e controversos da história da Inglaterra. Alguns a viram como o martírio de um homem inocente; o historiador contemporâneo Edward Hyde descreveu "um ano de opróbrio e infâmia acima de todos os anos que o precederam; um ano da mais alta dissimulação e hipocrisia, da mais profunda vilania e traições mais sangrentas com que qualquer nação jamais foi amaldiçoada"; e o posterior escritor Tory Isaac D'Israeli escreveu sobre Carlos como "tendo recebido o machado com a mesma serenidade de pensamento e morrido com a majestade com que vivera", morrendo um mártir "civil e político" para a Grã-Bretanha. Outros ainda a viram como um passo vital em direção à democracia na Grã-Bretanha, com o promotor de Carlos I, John Cook, declarando que ela "pronunciou sentença não apenas contra um tirano, mas contra a própria tirania" e Samuel Rawson Gardiner, um historiador Whig, escrevendo que "com a morte de Carlos, o principal obstáculo para o estabelecimento de um sistema constitucional havia sido removido. [...] A monarquia, como Carlos a entendia, desaparecera para sempre".

Palácio de Westminster
Palácio de Westminster

Palácio de Westminster, também conhecido como Casas do Parlamento (em inglês Houses of Parliament), é o palácio de Londres onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido (a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns). O palácio fica situado na margem Norte do rio Tâmisa, no Borough da Cidade de Westminster próximo de outros edifícios governamentais ao longo da Whitehall. O palácio é um dos maiores Parlamentos do mundo, constituindo um dos ex-libris de Londres, o que faz dele um dos edifícios mais célebres do planeta. O esquema do palácio é intrincado, com os edifícios existentes a conterem mais de 1000 salas, 100 escadarias, e 5 km de corredores. Apesar de a maior parte da construção datar do século XIX, entre os edifícios originais do Palácio encontra-se o Westminster Hall, usado actualmente para importantes cerimónias públicas, tal como os Funerais de Estado, e a Torre das Jóias (Jewel Tower). A tutela do Palácio de Westminster e do seu recinto foi exercida durante séculos pelo representante da Rainha, o Lorde Camareiro-Mór (Lord Great Chamberlain). Por acordo com a Coroa, o controlo passou para as duas Câmaras em 1965. Certas salas de cerimónia continuam sob a alçada do Lorde Camareiro-Mór. Depois de um incêndio em 1834, as actuais Casas do Parlamento foram reconstruídas nos 30 anos seguintes. Foram obra do arquitecto Sir Charles Barry (1795-1860) e do seu assistente Augustus Welby Pugin (1812-1852). O desenho incorporou o Westminster Hall e o que restava da capela de Santo Estêvão. Todos os cidadãos britânicos têm o direito tradicional de pedir para se avistarem com os seus membros do Parlamento, encontrando-se no elaboradíssimo Salão Central (Central Lobby). Durante as sessões parlamentares é possível assistir aos debates a partir da Galeria dos Estranhos (Strangers' Galleries). Até a Rainha está sujeita a restrições. Durante a Abertura Solene do Parlamento (State Opening of Parliament) a soberana deve sentar-se no trono entre os Lordes enquanto o Primeiro-Ministro e os membros do Gabinete são convidados a entrar pela Câmara dos Comuns — um costume que remonta à intrusão arbitrária de Carlos I para pedir a prisão de cinco membros do Parlamento, tendo, no entanto, falhado no seu propósito.

Abadia de Westminster
Abadia de Westminster

A Abadia de Westminster, formalmente denominada Igreja Colegiada de São Pedro em Westminster, é uma grande igreja em arquitetura predominantemente gótica na cidade de Westminster, Londres, Inglaterra, a oeste do Palácio de Westminster. É um dos edifícios religiosos mais notáveis do Reino Unido e o local tradicional de coroação e sepultamento dos monarcas ingleses e, posteriormente, britânicos. O edifício em si era uma igreja monástica beneditina até a dissolução do mosteiro em 1539. Entre 1540 e 1556, a abadia tinha o status de catedral. Desde 1560, o prédio não é mais uma abadia ou catedral, tendo o status de "Royal Peculiar" da Igreja Anglicana - uma igreja responsável diretamente pelo soberano. De acordo com uma tradição relatada pela primeira vez por Sulcard em cerca de 1080, uma igreja foi fundada no local (então conhecida como Thorn Ey (Ilha Thorn) no século VII, na época de Mellitus, um bispo de Londres. A construção da igreja atual começou em 1245, por ordem do rei Henrique III. Desde a coroação de Guilherme, o Conquistador, em 1066, todas as coroações de monarcas ingleses e britânicos aconteceram na Abadia de Westminster. Houve 16 casamentos reais na abadia desde 1100 d.C. Como local de enterro de mais de 3,3 mil pessoas, geralmente de destaque predominante na história britânica (incluindo pelo menos dezesseis monarcas, oito primeiros ministros, poetas, laureada, atores, cientistas e líderes militares e o Guerreiro Desconhecido, a Abadia de Westminster às vezes é descrita como "Valhalla da Grã-Bretanha", depois de icônico salão funerário da mitologia nórdica.