Execução de Carlos I
Carlos I, Rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, foi executado publicamente na terça-feira, 30 de janeiro de 1649 fora da Banqueting House em Whitehall, Londres. A execução foi o culminar de conflitos políticos e militares entre os realistas e os parlamentaristas na Inglaterra durante a Guerra Civil Inglesa, levando à captura de Carlos e seu julgamento. No sábado, 27 de janeiro de 1649, o Alta Corte de Justiça parlamentarista declarou Carlos culpado de tentar "manter em si mesmo um poder ilimitado e tirânico para governar de acordo com sua vontade, e derrubar os direitos e liberdades do povo" e sentenciou-o à morte por decapitação. Carlos passou seus últimos dias no Palácio de St. James, acompanhado por seus súditos mais leais e visitado por sua família. Em 30 de janeiro, ele foi levado para um grande andaime negro construído em frente à Banqueting House, onde uma grande multidão se reunira. Carlos subiu no andaime e proferiu seu último discurso, declarando sua inocência em relação aos crimes dos quais o parlamento o acusara, e afirmando ser um "mártir do povo". A multidão não pôde ouvir o discurso, devido aos muitos guardas parlamentaristas bloqueando o andaime, mas o companheiro de Carlos, o Bispo William Juxon, registrou-o em estenografia. Carlos deu algumas últimas palavras a Juxon, reivindicando uma "coroa incorruptível" para si no Céu, e colocou a cabeça no cepo. Ele esperou alguns momentos e, após dar um sinal de que estava pronto, o carrasco anônimo decapitou Carlos com um único golpe e segurou a cabeça de Carlos em silêncio para a multidão, deixando-a cair logo após no meio dos soldados. A execução foi descrita como um dos eventos mais significativos e controversos da história da Inglaterra. Alguns a viram como o martírio de um homem inocente; o historiador contemporâneo Edward Hyde descreveu "um ano de opróbrio e infâmia acima de todos os anos que o precederam; um ano da mais alta dissimulação e hipocrisia, da mais profunda vilania e traições mais sangrentas com que qualquer nação jamais foi amaldiçoada"; e o posterior escritor Tory Isaac D'Israeli escreveu sobre Carlos como "tendo recebido o machado com a mesma serenidade de pensamento e morrido com a majestade com que vivera", morrendo um mártir "civil e político" para a Grã-Bretanha. Outros ainda a viram como um passo vital em direção à democracia na Grã-Bretanha, com o promotor de Carlos I, John Cook, declarando que ela "pronunciou sentença não apenas contra um tirano, mas contra a própria tirania" e Samuel Rawson Gardiner, um historiador Whig, escrevendo que "com a morte de Carlos, o principal obstáculo para o estabelecimento de um sistema constitucional havia sido removido. [...] A monarquia, como Carlos a entendia, desaparecera para sempre".
Excerto do artigo da Wikipédia Execução de Carlos I (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).Execução de Carlos I
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