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Edifício Lúcio Costa

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Homenagens a Lúcio Costa
Edifício Lúcio Costa Banerj (1977)
Edifício Lúcio Costa Banerj (1977)

O Edifício Lúcio Costa, popularmente conhecido como Banerjão, é um edifício de 31 andares e 3 subsolos situado no bairro do Centro, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. Localiza-se no cruzamento da Avenida Nilo Peçanha com a Rua México, em frente ao Buraco do Lume. O prédio, ícone do modernismo, foi construído na década de 1960 seguindo projeto do arquiteto Henrique Mindlin. Foi sede do Banco do Estado da Guanabara (BEG), posteriormente renomeado para Banco do Estado do Rio de Janeiro (BANERJ). No filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de 1968, o edifício foi um dos cenários de gravação. Atualmente é a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O edifício recebeu seu nome por homenagear Lúcio Costa, que foi um arquiteto e urbanista brasileiro nascido na França. Lúcio Costa ficou conhecido por ter projetado a cidade de Brasília, o bairro carioca da Barra da Tijuca e o Parque Eduardo Guinle.

Excerto do artigo da Wikipédia Edifício Lúcio Costa (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Edifício Lúcio Costa
Rua México, Rio de Janeiro Centro

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Coordenadas geográficas (GPS)

Latitude Longitude
N -22.906666666667 ° E -43.176111111111 °
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Endereço

Rua México 119
20040-000 Rio de Janeiro, Centro
Rio de Janeiro, Brasil
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Edifício Lúcio Costa Banerj (1977)
Edifício Lúcio Costa Banerj (1977)
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Lugares próximos

Edifício Gustavo Capanema
Edifício Gustavo Capanema

Atual Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema (também largamente conhecido pelo seu uso original, o Ministério da Educação e Saúde, ou ainda como MES) é um edifício público localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, à rua da Imprensa, número 16. O edifício é considerado um marco no estabelecimento da Arquitetura moderna brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lúcio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernâni Vasconcelos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. O projeto do edifício, desta forma, ensaia a utilização da arquitetura funcionalista de matriz corbuseana no país, além de introduzir novos elementos. Foi construído em um momento durante o qual o Estado tentava passar uma sensação de modernidade ao país, o que se refletiu tanto no projeto do edifício quanto no contexto histórico em que se insere. A construção ocorreu entre 1936 e 1945, e a obra foi entregue em 1947. A sua criação girou em torno de um antagonismo profundo de duas concepções políticas e culturais. O concurso arquitetônico foi originalmente vencido em 1935 pelo famoso arquiteto Archimedes Memoria, que era na ocasião um dos líderes nacionais da Ação Integralista Brasileira, com um projeto de inspiração clássica e art déco, misturada a um neocolonial nativista, de tipo marajoara. No entanto, o gabinete do Ministério de Educação, chefiado por Carlos Drummond de Andrade e composto por progressistas anti-integralistas, rejeitou, crendo que um integralista não poderia projetar o edifício que deveria ser um símbolo de uma nova era cultural no Brasil. Ele também foi acusado de se prender às tradições, enquanto o Ministério preferia uma mensagem de modernidade cultural. Mesmo pagando a Archimedes o valor do concurso, o Governo abriu então uma nova verba, de 100 contos (100 milhões de réis), para contratar o projeto de Lúcio Costa, que havia sido desclassificado pelos jurados na primeira prova. Archimedes Memória, na sequência, desiludido com a arquitetura, da qual era, até então, o protagonista no país, se recolheu a um mosteiro, onde ficou por seis meses. O resultado representou um marco na transição histórica da arquitetura brasileira e na construção da elite que dominaria as próximas décadas do cenário arquitetônico no Brasil. Após o edifício passar vários anos fechado, em 2019 se iniciaram obras de restauração com financiamento federal, através do programa Novo PAC. A reinauguração do edifício ocorreu em maio de 2025.