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Instituto do Templo

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מכון המקדש 2016 1
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O Instituto do Templo, conhecido em hebraico como Machon HaMikdash (em hebraico: מכון המקדש), é uma organização em Israel focada no esforço de estabelecer o Terceiro Templo. Seus objetivos a longo prazo são construir o terceiro templo judeu no Monte do Templo, no local ocupado pela Cúpula da Rocha, e restabelecer a adoração ao sacrifício animal. Aspira a alcançar esse objetivo pelo estudo da construção e ritual do Templo e o desenvolvimento de seus objetos rituais reais, de roupas e de planos de construção adequados para uso imediato nas condições do evento que permitem sua reconstrução. Administra um museu no Bairro Judeu da Cidade Velha de Jerusalém em Israel. Foi fundada e é chefiada pelo rabino Yisrael Ariel. Seu atual diretor-geral é Dovid Shvartz, e o Departamento Internacional é chefiado pelo rabino Chaim Richman. O bilionário de Nova York Henry Swieca apoiou o instituto. O governo israelense também forneceu fundos.

Excerto do artigo da Wikipédia Instituto do Templo (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Instituto do Templo
משגב לדך, Jerusalém העיר העתיקה

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מכון המקדש 2016 1
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Muro das Lamentações
Muro das Lamentações

Esta página contém alguns caracteres especiais e é possível que a impressão não corresponda ao artigo original. O Muro das Lamentações, Muro Alburaque ou Muro Ocidental (em hebraico: הַכּוֹתֶל הַמַּעֲרָבִי, romaniz: HaKotel HaMa'aravi; lit. 'o muro ocidental') é uma antiga muralha de contenção construída na colina conhecida por judeus e cristãos como Monte do Templo de Jerusalém. Sua seção mais famosa também é frequentemente referida pelos judeus como Kotel ou Kosel, enquanto no mundo árabe e islâmico é conhecida como Muro Alburaque (em árabe: حَائِط ٱلْبُرَاق; romaniz.: Ḥā’iṭ al-Burāq). No contexto religioso judaico, o termo Muro das Lamentações e suas variações são usados, em sentido estrito, para se referir à seção usada para a oração judaica; em seu sentido mais amplo, refere-se a todos o 488 metros de comprimento do muro de contenção situado a oeste do Monte do Templo. Trata-se do único vestígio do antigo Templo de Herodes, erguido por Herodes, o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. Herodes mandou construir grandes muros de contenção em redor do monte Moriá, ampliando a pequena esplanada sobre a qual foram edificados o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, formando o que hoje se designa como a Esplanada das Mesquitas. Assim, o atual Muro das Lamentações é a parte que restou de um muro de arrimo que servia de sustentação para uma das paredes do edifício principal e que em si mesmo, não integrava o Templo que foi destruído pelo general Tito, que depois se tornaria imperador romano, no ano de 70. Muitos fiéis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando o local e toda a Cidade Velha de Jerusalém foram conquistados por Israel, era chamado de Quarteirão Marroquino. Por ordem do prefeito de Jerusalém, 135 famílias árabes foram expulsas para a abertura da esplanada do Muro.

Mesquita de Al-Aqsa
Mesquita de Al-Aqsa

Mesquita de Al-Aqsa (em árabe: جامع الأقصى; romaniz.: Mesquita congregacional de Al-Aqsa), também conhecida como Mesquita de Quibli (المصلى القبلي, al-muṣallā al-qiblī, lit. "salão de oração da quibla (sul)"), é a principal mesquita congregacional ou salão de orações no complexo da mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém. Em algumas fontes, o edifício também é chamado de al-Masjid al-Aqṣā, mas esse nome se aplica principalmente a todo o complexo onde o edifício está situado, que também é conhecido como "Mesquita Al-Aqsa". O complexo mais amplo é conhecido como Al-Aqsa ou complexo da mesquita de Al-Aqsa, também conhecido como al-Ḥaram al-Sharīf (الحرم الشريف, lit. "O Santuário Nobre"). Durante o governo do califa ortodoxo Omar (r. 634–644) ou do califa omíada Moáuia I (r. 661–680) uma pequena casa de oração no complexo foi erguida perto do local da mesquita. A mesquita atual, localizada na parede sul do complexo, foi construída originalmente pelo quinto califa omíada Abedal Maleque (r. 685–705) ou seu sucessor Ualide I (r. 705–715) (ou ambos) como uma mesquita congregacional no mesmo eixo do Domo da Rocha, um monumento islâmico comemorativo. Depois de ser destruída por um terremoto em 746, a mesquita foi reconstruída em 758 pelo califa abássida Almançor. Foi posteriormente expandida em 780 pelo califa abássida Almadi, passando a consistir em quinze naves e uma cúpula central. No entanto, foi novamente destruída durante o terremoto de 1033 no Vale do Rift da Jordânia. A mesquita foi reconstruída pelo califa fatímida Ali Azair (r. 1021–1036), que a reduziu para sete naves, mas adornou seu interior com um elaborado arco central coberto de mosaicos vegetais; a estrutura atual preserva o contorno do século XI. Durante as reformas periódicas realizadas, as dinastias islâmicas governantes construíram adições à mesquita e seus arredores, como sua cúpula, fachada, minaretes, mimbar e estrutura interna. Após sua captura pelos cruzados em 1099, a mesquita foi usada como palácio; também foi a sede da ordem religiosa dos Cavaleiros Templários. Depois que a área foi conquistada por Saladino em 1187, a função da estrutura como mesquita foi restaurada. Mais reformas, reparos e projetos de expansão foram realizados nos séculos posteriores pelos aiúbidas, pelos mamelucos, pelos otomanos, pelo Conselho Supremo Muçulmano da Palestina Britânica e durante a ocupação jordaniana da Cisjordânia. Desde o início da ocupação israelense, a mesquita permaneceu sob a administração independente do Waqf Islâmico de Jerusalém.

Monte do Templo
Monte do Templo

Monte do Templo (em hebraico: הר הבית, transl Har Ha-Bayit), também conhecido como Nobre Santuário (em árabe: الحرم الشريف, transl Haram al-Sharif) e às vezes como Esplanada das Mesquitas, complexo de Al-Aqsa ou simplesmente Al-Aqsa, é uma colina localizada na Cidade Velha de Jerusalém que tem sido venerada como um local sagrado por milhares de anos, incluindo no judaísmo, cristianismo e islamismo. O local atual é uma praça plana cercada por muros de contenção (incluindo o Muro das Lamentações), que foram originalmente construídos pelo rei Herodes no século I a.C. para uma expansão do Segundo Templo Judaico. A praça é dominada por duas estruturas monumentais construídas originalmente durante os califados Ortodoxo e Omíada, após a captura da cidade no ano 637: o principal salão de orações da Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, perto do centro da colina, que foi concluído em 692, tornando-se uma das mais antigas estruturas islâmicas existentes no mundo. As muralhas e portões herodianos, com adições do final do período bizantino, período muçulmano inicial, mameluco e otomano, ladeiam o local, que pode ser acessado por onze portões, dez reservados para muçulmanos e um para não muçulmanos, com postos de guarda da Polícia de Israel nas proximidades de cada um. O pátio é cercado ao norte e oeste por dois pórticos da era mameluca (riwaq) e quatro minaretes. O Monte do Templo é o local mais sagrado do judaísmo e onde antigamente existiram dois templos judeus. De acordo com a tradição e as escrituras judaicas, o Primeiro Templo foi construído pelo rei Salomão, filho do rei David, em 957 a.C., e foi destruído pelo Império Neobabilônico, juntamente com Jerusalém, em 587 a.C.. Nenhuma evidência arqueológica foi encontrada para verificar a existência do Primeiro Templo e as escavações científicas foram limitadas devido a sensibilidades religiosas. O Segundo Templo, construído sob Zorobabel em 516 a.C., foi posteriormente reformado pelo rei Herodes e finalmente destruído pelo Império Romano em 70 d.C.. A tradição judaica ortodoxa afirma que é aqui que o terceiro e último templo será construído quando o Messias vier. O Monte do Templo é o lugar para onde os judeus se voltam durante a oração. As atitudes judaicas em relação à entrada no local variam. Devido à sua extrema santidade, muitos judeus não caminham no próprio Monte, para evitar entrar involuntariamente na área onde ficava o Santo dos Santos, uma vez que, de acordo com a lei rabínica, ainda há algum aspecto da presença divina no local. O complexo da Mesquita de Al-Aqsa, no topo do local, é a segunda mesquita mais antiga do islamismo e uma das três locais mais sagrados para muçulmanos sunitas e xiitas; é reverenciado como "o Nobre Santuário". Seu pátio (sahn) pode receber mais de 400 mil fiéis, o que a torna uma das maiores mesquitas do mundo. A praça inclui o local considerado como onde o profeta islâmico Maomé teria ascendido ao céu e serviu como a primeira quibla, a direção para onde os muçulmanos se voltam quando oram. Tal como no judaísmo, os muçulmanos também associam o local a Salomão e a outros profetas que também são venerados no islamismo. O local, e o termo "al-Aqsa", em relação a toda a praça, também é um símbolo central de identidade para os palestinos, incluindo os cristãos palestinos. Desde as Cruzadas, a comunidade muçulmana de Jerusalém administra o local por meio do Waqf Islâmico de Jerusalém. O local, junto com toda Jerusalém Oriental (que inclui a Cidade Velha), foi controlado pela Jordânia de 1948 a 1967 e está ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias de 1967. Pouco depois de capturar o local, Israel devolveu a sua administração ao Waqf sob a custódia da Jordânia, mantendo ao mesmo tempo o controle de segurança israelense, cujo governo impõe uma proibição à oração de não-muçulmanos, como parte de um acordo geralmente referido como o "status quo". O local continua a ser um importante ponto focal do conflito israelo-palestino.

Cidade de Davi
Cidade de Davi

A Cidade de Davi ou David (em hebraico: עיר דוד, transl. Ir David; em árabe: مدينة داوود) é região habitada há mais tempo da cidade de Jerusalém, e um de seus principais sítios arqueológicos. Consiste de um promontório estreito que avança rumo ao sul, a partir do Monte do Templo. Foi uma cidade cercada por muralhas durante a Era do Bronze e, de acordo com a tradição bíblica, teria sido ali que o rei Davi construiu seu palácio e estabeleceu sua capital. A Cidade de Davi tinha como defesas naturais o vale de Tiropeão, a oeste, o vale de Geena ao sul, e o vale do Cédron a leste (embora com o tempo este vale localizado a leste tenha deixado de ser tão profundo, devido à ocupação humana). Em tempos antigos, a Cidade de Davi era separada do Monte do Templo pelo Ofel, uma área desabitada que se tornou a sede do governo sob o domínio israelita. Durante o reinado de Ezequias, as muralhas da cidade foram expandidas para oeste, incluindo um subúrbio até então sem muros, conhecido atualmente como Cidade Antiga de Jerusalém, a oeste do Monte do Templo. Atualmente o complexo com a escavação arqueológica e o centro de visitantes da Cidade de Davi é uma das principais atrações turísticas de Israel. Embora ainda existam residências de muçulmanos e judeus na região, as escavações arqueológicas continuam a ser feitas, muitas vezes sob estas residências, e existem propostas de transformar todo o promontório em um parque arqueológico onde as gerações vindouras irão visitar.

Acra (fortaleza)
Acra (fortaleza)

Acra (em hebraico: חקרא; em grego: Aκρα) era um complexo fortificado em Jerusalém, construído por Antíoco Epifânio logo após ter saqueado a cidade, em 168 a.C. A fortaleza desempenhou um papel significativo nos eventos relacionados à Revolta dos Macabeus, e à formação do Reino Asmoneu. Foi destruída por Simão Macabeu durante este conflito. A localização exata da Acra, crítica para a compreensão da Jerusalém helenística, continua a ser tema de debate. Historiadores e arqueólogos propuseram diversos sítios em torno da cidade, com base principalmente em conclusões extraídas das evidências literárias. Este enfoque só começou a mudar diante das novas escavações, iniciadas no fim da década de 1960; novas descobertas provocaram a reavaliação das fontes literárias da Antiguidade, da geografia de Jerusalém e dos artefatos que haviam sido descobertos anteriormente. O arqueólogo israelense Yoram Tsafrir interpretou uma junta de alvenaria encontrada no canto sudeste do monte do Templo como uma pista para a provável localização da Acra. Durante as escavações de 1968 e 1978, realizadas pelo historiador israelense Benjamin Mazar na área adjacente ao muro sul do monte, foram descobertas evidências que podem estar relacionadas com a Acra, incluindo aposentos que se assemelham a casernas, e uma imensa cisterna. O termo acra, no grego antigo, era utilizado para descrever outras estruturas fortificadas durante o período helenístico. Esta acra frequentemente é chamada de Acra Selêucida, para diferenciá-la de outras referências que descrevem a Baris ptolemaica como uma acra, bem como do bairro de Jerusalém que herdou este nome.

Cúpula da Rocha
Cúpula da Rocha

Cúpula da Rocha (em árabe: قبة الصخرة), também chamada de Domo da Rocha, é um santuário islâmico no centro do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, no Monte do Templo, na Cidade Antiga de Jerusalém. É a obra de arquitetura islâmica mais antiga do mundo, a mais antiga estrutura religiosa arqueologicamente atestada a ser construída por um governante muçulmano e suas inscrições contêm as primeiras proclamações epigráficas do islamismo e do profeta islâmico Maomé. Sua construção inicial foi realizada pelo Califado Omíada sob as ordens de Abedal Maleque durante a Segunda Fitna em 691–692 d.C., e desde então está situada no topo do local do Segundo Templo Judaico (construído em c. 516 a.C. por Herodes, o Grande para substituir o destruído Templo de Salomão), que foi destruído pelos romanos em 70. A cúpula original desabou em 1015 e foi reconstruída entre 1022 e 1023. Sua arquitetura e mosaicos foram inspirados nas igrejas e palácios bizantinos próximos. Sua aparência externa foi significativamente alterada durante o início período otomano, quando azulejos coloridos, principalmente azuis e brancos, no estilo de Isnique, foram aplicados no exterior, e novamente no período moderno, principalmente com a adição do telhado folheado a ouro em 1959-61 e novamente em 1993. O plano octogonal da estrutura pode ter sido influenciado pela Igreja do Trono de Maria da era bizantina (também conhecida como Kathisma em grego e al-Qadismu em árabe), que foi construída entre 451 e 458 na estrada entre Jerusalém e Belém. A Pedra Fundamental (ou Rocha Nobre) sobre a qual o templo foi construído tem grande significado nas religiões abraâmicas como o lugar onde Deus criou o mundo e também o primeiro ser humano, Adão. Acredita-se também que seja o local onde Abraão tentou sacrificar seu filho e o lugar onde a presença divina se manifesta mais do que em qualquer outro lugar, para onde os judeus se voltam durante as orações. O grande significado do local para os muçulmanos deriva das tradições que o conectam à criação do mundo e da crença de que a jornada noturna de Maomé começou na rocha no centro da estrutura. Foi designada pela UNESCO como Patrimônio Mundial, chamada de "o marco mais reconhecível de Jerusalém" junto com duas estruturas próximas da Cidade Velha: o Muro das Lamentações e a "Rotunda da Ressurreição" na Igreja do Santo Sepulcro. As suas inscrições islâmicas revelaram-se um marco, pois tornaram-se posteriormente uma característica comum nas estruturas islâmicas e quase sempre mencionam Maomé. A Cúpula da Rocha continua a ser um "monumento único da cultura islâmica em quase todos os aspectos", inclusive como uma "obra de arte e como um documento cultural e piedoso", de acordo com o historiador de arte Oleg Grabar.