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Cemitério judaico do Monte das Oliveiras

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Mount of olives
Mount of olives

O Cemitério judaico do Monte das Oliveiras está localizado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, e é o maior e mais antigo cemitério judaico no mundo. Encontra-se em frente à Cidade Velha de Jerusalém e tem mais de 150 mil sepulturas. O seu nome é derivado das oliveiras que, há tempos, decoram a paisagem. O local começou a ser utilizado como cemitério há 3 mil anos. Importantes figuras encontram-se sepultadas aqui, como Eliezer Ben-Yehuda, pai do hebraico moderno, Shmuel Yosef Agnon, vencedor do Nobel de Literatura, o primeiro-ministro Menachem Begin e sua esposa Aliza.

Excerto do artigo da Wikipédia Cemitério judaico do Monte das Oliveiras (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Cemitério judaico do Monte das Oliveiras
עוויס, Jerusalém ראס אל-עמוד

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N 31.77383889 ° E 35.24306944 °
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עוויס

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9114101 Jerusalém, ראס אל-עמוד
Distrito de Jerusalém, Israel
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Mount of olives
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Fonte de Giom
Fonte de Giom

A Fonte de Giom (Ha Gihon) localizada numa caverna natural no vale do Cédron, foi a principal fonte de água para Ofel, local original de Jerusalém. Três sistemas principais de água permitiram que a água desta fonte fosse conduzida à cidade: O canal médio da idade do bronze. É conhecido por este nome (devido a sua idade estimada); Determinou-se que foi construído por volta de 1 800 a.C. (na Idade do Bronze). É essencialmente uma vala profunda de 20 pés na terra, onde depois a construção foi coberta por grandes lajes da rocha ( escondidas na folhagem). É mais estreito, mas ainda pode-se andar em grande parte de todo seu comprimento. Além disso à saída, perto do túnel de siloé, a canaleta tinha diversas saídas pequenas que molhavam os jardins do Vale da torrente do Cédron. O túnel de Ezequias age como substituto para este canal, mas a facilidade para que um assaltante descubra as lajes da cobertura é um ponto fraco. O Canal de Warren - um túnel íngreme, um canal de água que penetrava no fundo da caverna na qual surge a fonte de Giom, e, depois de uns 20 metros, terminava num reservatório. Datado um pouco depois do tempo do canal médio da idade do bronze, conduzindo a entrada de Ofel descendo à fonte de Giom. Uma passagem inclinada que estendia-se da fonte para trás até o interior de Jerusalém. Esta passagem era para que quaisquer pessoas que desejassem, pudessem usar para coletar água da fonte. O túnel de Ezequias - O túnel, que conduzia a Fonte de Giom até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos por Senaqueribe. Em 1997, quando um centro de visitantes era construído, a fonte foi descoberta fortalecendo a datação desde a idade média do bronze, visto que os arqueólogos também descobriram inesperadamente as torres - uma que protege a base do canal de Warren, e a outra que protege a própria fonte de Giom. Visto que a área em torno do local ainda que está sendo habitado, é desconhecido se existem quaisquer fortificações adicionais. Passagens bíblicas indicam que no periodo do rei Ezequias esta fonte foi escondida, para que os assírios não soubessem dela. - II Crônicas 32:2-4.

Acra (fortaleza)
Acra (fortaleza)

Acra (em hebraico: חקרא; em grego: Aκρα) era um complexo fortificado em Jerusalém, construído por Antíoco Epifânio logo após ter saqueado a cidade, em 168 a.C. A fortaleza desempenhou um papel significativo nos eventos relacionados à Revolta dos Macabeus, e à formação do Reino Asmoneu. Foi destruída por Simão Macabeu durante este conflito. A localização exata da Acra, crítica para a compreensão da Jerusalém helenística, continua a ser tema de debate. Historiadores e arqueólogos propuseram diversos sítios em torno da cidade, com base principalmente em conclusões extraídas das evidências literárias. Este enfoque só começou a mudar diante das novas escavações, iniciadas no fim da década de 1960; novas descobertas provocaram a reavaliação das fontes literárias da Antiguidade, da geografia de Jerusalém e dos artefatos que haviam sido descobertos anteriormente. O arqueólogo israelense Yoram Tsafrir interpretou uma junta de alvenaria encontrada no canto sudeste do monte do Templo como uma pista para a provável localização da Acra. Durante as escavações de 1968 e 1978, realizadas pelo historiador israelense Benjamin Mazar na área adjacente ao muro sul do monte, foram descobertas evidências que podem estar relacionadas com a Acra, incluindo aposentos que se assemelham a casernas, e uma imensa cisterna. O termo acra, no grego antigo, era utilizado para descrever outras estruturas fortificadas durante o período helenístico. Esta acra frequentemente é chamada de Acra Selêucida, para diferenciá-la de outras referências que descrevem a Baris ptolemaica como uma acra, bem como do bairro de Jerusalém que herdou este nome.

Cidade de Davi
Cidade de Davi

A Cidade de Davi ou David (em hebraico: עיר דוד, transl. Ir David; em árabe: مدينة داوود) é região habitada há mais tempo da cidade de Jerusalém, e um de seus principais sítios arqueológicos. Consiste de um promontório estreito que avança rumo ao sul, a partir do Monte do Templo. Foi uma cidade cercada por muralhas durante a Era do Bronze e, de acordo com a tradição bíblica, teria sido ali que o rei Davi construiu seu palácio e estabeleceu sua capital. A Cidade de Davi tinha como defesas naturais o vale de Tiropeão, a oeste, o vale de Geena ao sul, e o vale do Cédron a leste (embora com o tempo este vale localizado a leste tenha deixado de ser tão profundo, devido à ocupação humana). Em tempos antigos, a Cidade de Davi era separada do Monte do Templo pelo Ofel, uma área desabitada que se tornou a sede do governo sob o domínio israelita. Durante o reinado de Ezequias, as muralhas da cidade foram expandidas para oeste, incluindo um subúrbio até então sem muros, conhecido atualmente como Cidade Antiga de Jerusalém, a oeste do Monte do Templo. Atualmente o complexo com a escavação arqueológica e o centro de visitantes da Cidade de Davi é uma das principais atrações turísticas de Israel. Embora ainda existam residências de muçulmanos e judeus na região, as escavações arqueológicas continuam a ser feitas, muitas vezes sob estas residências, e existem propostas de transformar todo o promontório em um parque arqueológico onde as gerações vindouras irão visitar.

Mesquita de Al-Aqsa
Mesquita de Al-Aqsa

Mesquita de Al-Aqsa (em árabe: جامع الأقصى; romaniz.: Mesquita congregacional de Al-Aqsa), também conhecida como Mesquita de Quibli (المصلى القبلي, al-muṣallā al-qiblī, lit. "salão de oração da quibla (sul)"), é a principal mesquita congregacional ou salão de orações no complexo da mesquita de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém. Em algumas fontes, o edifício também é chamado de al-Masjid al-Aqṣā, mas esse nome se aplica principalmente a todo o complexo onde o edifício está situado, que também é conhecido como "Mesquita Al-Aqsa". O complexo mais amplo é conhecido como Al-Aqsa ou complexo da mesquita de Al-Aqsa, também conhecido como al-Ḥaram al-Sharīf (الحرم الشريف, lit. "O Santuário Nobre"). Durante o governo do califa ortodoxo Omar (r. 634–644) ou do califa omíada Moáuia I (r. 661–680) uma pequena casa de oração no complexo foi erguida perto do local da mesquita. A mesquita atual, localizada na parede sul do complexo, foi construída originalmente pelo quinto califa omíada Abedal Maleque (r. 685–705) ou seu sucessor Ualide I (r. 705–715) (ou ambos) como uma mesquita congregacional no mesmo eixo do Domo da Rocha, um monumento islâmico comemorativo. Depois de ser destruída por um terremoto em 746, a mesquita foi reconstruída em 758 pelo califa abássida Almançor. Foi posteriormente expandida em 780 pelo califa abássida Almadi, passando a consistir em quinze naves e uma cúpula central. No entanto, foi novamente destruída durante o terremoto de 1033 no Vale do Rift da Jordânia. A mesquita foi reconstruída pelo califa fatímida Ali Azair (r. 1021–1036), que a reduziu para sete naves, mas adornou seu interior com um elaborado arco central coberto de mosaicos vegetais; a estrutura atual preserva o contorno do século XI. Durante as reformas periódicas realizadas, as dinastias islâmicas governantes construíram adições à mesquita e seus arredores, como sua cúpula, fachada, minaretes, mimbar e estrutura interna. Após sua captura pelos cruzados em 1099, a mesquita foi usada como palácio; também foi a sede da ordem religiosa dos Cavaleiros Templários. Depois que a área foi conquistada por Saladino em 1187, a função da estrutura como mesquita foi restaurada. Mais reformas, reparos e projetos de expansão foram realizados nos séculos posteriores pelos aiúbidas, pelos mamelucos, pelos otomanos, pelo Conselho Supremo Muçulmano da Palestina Britânica e durante a ocupação jordaniana da Cisjordânia. Desde o início da ocupação israelense, a mesquita permaneceu sob a administração independente do Waqf Islâmico de Jerusalém.

Monte do Templo
Monte do Templo

Monte do Templo (em hebraico: הר הבית, transl Har Ha-Bayit), também conhecido como Nobre Santuário (em árabe: الحرم الشريف, transl Haram al-Sharif) e às vezes como Esplanada das Mesquitas, complexo de Al-Aqsa ou simplesmente Al-Aqsa, é uma colina localizada na Cidade Velha de Jerusalém que tem sido venerada como um local sagrado por milhares de anos, incluindo no judaísmo, cristianismo e islamismo. O local atual é uma praça plana cercada por muros de contenção (incluindo o Muro das Lamentações), que foram originalmente construídos pelo rei Herodes no século I a.C. para uma expansão do Segundo Templo Judaico. A praça é dominada por duas estruturas monumentais construídas originalmente durante os califados Ortodoxo e Omíada, após a captura da cidade no ano 637: o principal salão de orações da Mesquita de Al-Aqsa e o Domo da Rocha, perto do centro da colina, que foi concluído em 692, tornando-se uma das mais antigas estruturas islâmicas existentes no mundo. As muralhas e portões herodianos, com adições do final do período bizantino, período muçulmano inicial, mameluco e otomano, ladeiam o local, que pode ser acessado por onze portões, dez reservados para muçulmanos e um para não muçulmanos, com postos de guarda da Polícia de Israel nas proximidades de cada um. O pátio é cercado ao norte e oeste por dois pórticos da era mameluca (riwaq) e quatro minaretes. O Monte do Templo é o local mais sagrado do judaísmo e onde antigamente existiram dois templos judeus. De acordo com a tradição e as escrituras judaicas, o Primeiro Templo foi construído pelo rei Salomão, filho do rei David, em 957 a.C., e foi destruído pelo Império Neobabilônico, juntamente com Jerusalém, em 587 a.C.. Nenhuma evidência arqueológica foi encontrada para verificar a existência do Primeiro Templo e as escavações científicas foram limitadas devido a sensibilidades religiosas. O Segundo Templo, construído sob Zorobabel em 516 a.C., foi posteriormente reformado pelo rei Herodes e finalmente destruído pelo Império Romano em 70 d.C.. A tradição judaica ortodoxa afirma que é aqui que o terceiro e último templo será construído quando o Messias vier. O Monte do Templo é o lugar para onde os judeus se voltam durante a oração. As atitudes judaicas em relação à entrada no local variam. Devido à sua extrema santidade, muitos judeus não caminham no próprio Monte, para evitar entrar involuntariamente na área onde ficava o Santo dos Santos, uma vez que, de acordo com a lei rabínica, ainda há algum aspecto da presença divina no local. O complexo da Mesquita de Al-Aqsa, no topo do local, é a segunda mesquita mais antiga do islamismo e uma das três locais mais sagrados para muçulmanos sunitas e xiitas; é reverenciado como "o Nobre Santuário". Seu pátio (sahn) pode receber mais de 400 mil fiéis, o que a torna uma das maiores mesquitas do mundo. A praça inclui o local considerado como onde o profeta islâmico Maomé teria ascendido ao céu e serviu como a primeira quibla, a direção para onde os muçulmanos se voltam quando oram. Tal como no judaísmo, os muçulmanos também associam o local a Salomão e a outros profetas que também são venerados no islamismo. O local, e o termo "al-Aqsa", em relação a toda a praça, também é um símbolo central de identidade para os palestinos, incluindo os cristãos palestinos. Desde as Cruzadas, a comunidade muçulmana de Jerusalém administra o local por meio do Waqf Islâmico de Jerusalém. O local, junto com toda Jerusalém Oriental (que inclui a Cidade Velha), foi controlado pela Jordânia de 1948 a 1967 e está ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias de 1967. Pouco depois de capturar o local, Israel devolveu a sua administração ao Waqf sob a custódia da Jordânia, mantendo ao mesmo tempo o controle de segurança israelense, cujo governo impõe uma proibição à oração de não-muçulmanos, como parte de um acordo geralmente referido como o "status quo". O local continua a ser um importante ponto focal do conflito israelo-palestino.

Reservatório de Siloé
Reservatório de Siloé

O Reservatório de Siloé ou Piscina de Siloé chamado em hebraico Selá (Enviado ou Remetente). É um marco situado na parte inferior da inclinação sul de Ofel, o local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de Davi, agora ao sudeste (parte externa) das paredes da antiga cidade. O reservatório era um receptáculo para as águas da fonte de Giom, que eram levadas para lá por dois aquedutos - o canal da Idade do Bronze descoberto em 1867 por Charles Warren (um canal de água no fundo da caverna num corte reto de uns 20 metros que era coberto com lajes de rocha) datado da Idade do Bronze 1 800 a.C., e o túnel de Ezequias (um túnel construído na rocha, do tempo do reinado do rei Ezequias 700 a.C.) O Reservatório de Siloé é mencionado diversas vezes no Bíblia. Isaías 8:6 menciona as águas deste reservatório e Isaías 22:9 faz referências à construção do túnel de Ezequias. Para os cristãos, a menção mais notável do reservatório se encontra no Evangelho segundo João quando menciona o ato Jesus de curar um homem cego de nascimento: De acordo com Ronny Reich da Universidade de Haifa Israel, a presença de Jesus no reservatório poderia simplesmente ter sido um resultado da exigência de lavar-se antes de subir ao Templo; a lei religiosa do período requeria dos judeus fazer, pelo menos uma peregrinação a Jerusalém, uma vez ao ano. Uma remodelagem do reservatório de Siloé foi realizada no século V, no período bizantino, e tem-se dito que foi construído sob influência de Élia Eudócia. Este reservatório, foi abandonado e deixado à ruína, e sobrevive em parte atualmente; cercado por uma parede elevada de pedras por todos os lados (à exceção de uma entrada aberta ao Túnel de Ezequias - redescoberta somente no século XIX), o reservatório é pequeno, tendo sido construída uma modesta Mesquita ao lado, e em parte sobre ele.

Segundo Templo
Segundo Templo

Segundo Templo (em hebraico: בֵּית־הַמִּקְדָּשׁ‎ הַשֵּׁנִי, trad. 'Segunda Casa do Santuário') foi o Templo reconstruído em Jerusalém, em uso entre c. 516 a.C. e sua destruição em 70 d.C. Em sua última fase, foi ampliado por Herodes, o Grande, resultando em um edifício que mais tarde foi chamado de Templo de Herodes. Definindo o período do Segundo Templo, ele se manteve como um símbolo fundamental da identidade judaica e foi central para o judaísmo do Segundo Templo; era o principal local de adoração, sacrifício ritual (korban) e reunião comunitária para os judeus. Como tal, atraiu peregrinos judeus de terras distantes durante as Três Festas de Peregrinação: Páscoa, Shavuot e Sucot. A construção do Segundo Templo começou logo após a conquista persa da Babilônia; o antecessor do Segundo Templo, conhecido como Templo de Salomão, foi destruído junto com o Reino de Judá como um todo pelo cerco babilônico de Jerusalém por volta de 587 a.C. Depois que o Império Neobabilônico foi anexado pelo Império Aquemênida, o rei persa Ciro, o Grande, emitiu o chamado Édito de Ciro, que é descrito na Bíblia Hebraica como tendo autorizado e encorajado o retorno a Sião — um evento bíblico no qual o povo judeu retornou ao antigo Reino de Judá, que os persas haviam reestruturado recentemente como a província judaica autônoma de Jeúde. A conclusão do Segundo Templo na época do rei persa Dario I significou um período de renovada esperança judaica e renascimento religioso. De acordo com fontes bíblicas, o Segundo Templo era originalmente uma estrutura relativamente modesta construída sob a autoridade do governador judeu nomeado pelos persas, Zorobabel, neto de Jeconias, o penúltimo rei de Judá. No século I a.C., o Segundo Templo foi reformado e ampliado sob o reinado de Herodes, o Grande, daí o nome homônimo alternativo para a estrutura. Os esforços de transformação de Herodes resultaram em uma estrutura e um pátio grandiosos e imponentes, incluindo os grandes edifícios e fachadas mostrados em modelos modernos, como a Maquete da Terra Santa de Jerusalém no Museu de Israel. O Monte do Templo, onde ficavam o Templo de Salomão e o Segundo Templo, também foi significativamente expandido, dobrando de tamanho para se tornar o maior santuário religioso do mundo antigo. Em 70 d.C., no auge da Primeira Guerra Judaico-Romana, o Segundo Templo foi destruído pelo cerco romano de Jerusalém, marcando um ponto cataclísmico e transformador na história judaica. A perda do Segundo Templo estimulou o desenvolvimento do judaísmo rabínico, que continua sendo a principal forma de práticas religiosas judaicas em todo o mundo.

Templo de Salomão
Templo de Salomão

Templo de Salomão, também conhecido como Primeiro Templo (em hebraico: בֵּית-הַמִּקְדָּשׁ הָרִאשׁוֹן; romaniz.: Primeira Casa do Santuário), foi um templo bíblico em Jerusalém que se acredita ter existido entre os séculos X e VI a.C. Sua descrição é amplamente baseada em narrativas da Bíblia hebraica, na qual foi encomendado pelo rei bíblico Salomão antes de ser destruído durante o Cerco de Jerusalém por Nabucodonosor II do Império Neobabilônico em 587 a.C. Nenhum vestígio do templo destruído foi encontrado. A maioria dos estudiosos modernos concorda que o Primeiro Templo existia no Monte do Templo em Jerusalém na época do cerco babilônico, mas há um debate significativo sobre a data de sua construção e a identidade de seu construtor. A Bíblia hebraica, especificamente no Livro dos Reis, inclui uma narrativa detalhada sobre a ordem de construção dada por Salomão, o penúltimo governante do Reino Unido de Israel. Ele também credita Salomão como o colocador da Arca da Aliança no Santo dos Santos, um santuário interno sem janelas dentro da estrutura. A entrada no Santo dos Santos era fortemente restringida; o Sumo Sacerdote de Israel era a única autoridade autorizada a entrar no santuário e só o fazia no Yom Kippur, carregando o sangue de um cordeiro sacrificial e queimando incenso. Além de servir como um edifício religioso para adoração,também funcionava como um local de reunião para os israelitas. A destruição do Primeiro Templo e o subsequente cativeiro babilônico foram eventos vistos como o cumprimento de profecias bíblicas e, portanto, afetaram as crenças religiosas judaicas, precipitando a transição dos israelitas do politeísmo ou do monolatrismo (como visto no javismo) para o firme monoteísmo judaico. Anteriormente, muitos estudiosos aceitavam a narrativa bíblica da construção do Primeiro Templo por Salomão como autêntica. Durante a década de 1980, abordagens céticas ao texto bíblico, bem como ao registro arqueológico, levaram alguns estudiosos a duvidar da existência de algum Templo em Jerusalém construído já no século X a.C. Alguns estudiosos sugeriram que a estrutura original construída por Salomão era relativamente modesta e foi posteriormente reconstruída em uma escala maior. Nenhuma evidência direta da existência do Templo de Salomão foi encontrada. Devido à extrema sensibilidade religiosa e política do local, nenhuma escavação arqueológica recente foi realizada no Monte do Templo. As escavações do século XIX e do início do século XX ao redor do monte não identificaram “nem mesmo um vestígio” do complexo. O óstraco da Casa de Yahweh, datado do século VI a.C., pode se referir ao Primeiro Templo. Duas descobertas do século XXI do período israelita no atual Israel foram encontradas com semelhanças ao Templo de Salomão, conforme descrito na Bíblia hebraica: um modelo de santuário da primeira metade do século X a.C. em Khirbet Qeiyafa ; e o templo de Tel Motza, datado do século IX a.C. e localizado no bairro de Motza, em Jerusalém Ocidental. A descrição bíblica do Templo de Salomão também foi observada como tendo semelhanças com vários templos siro-hititas do mesmo período descobertos na Síria e Turquia modernas, como os de Ain Dara e Tell Tayinat. Após o retorno dos judeus do exílio, o Templo de Salomão foi substituído pelo Segundo Templo.