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Escola Municipal de Astrofísica

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Parque IbirapueraPatrimônio histórico do estado de São Paulo
Escola Municipal de Astrofísica 1
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A Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini (EMA) é uma unidade pública de ensino dedicada a ministrar cursos gratuitos de astronomia e assuntos correlatos a estudantes do ensino básico, astrônomos amadores, professores e interessados em geral. Localiza-se no Parque Ibirapuera, ao lado do Planetário Professor Aristóteles Orsini (também chamado "planetário do Ibirapuera"), na cidade de São Paulo, Brasil. É subordinada à Divisão de Astronomia e Astrofísica da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do município e integra o Complexo de Planetários de São Paulo. A escola foi fundada em 1961, por iniciativa médico e astrônomo amador Aristóteles Orsini, visando atender à demanda por cursos de iniciação à astronomia, estimulada pelas sessões do planetário do Ibirapuera, que havia sido inaugurado pouco tempo antes, em 1957. Tornou-se nas décadas seguintes um importante centro de difusão de conhecimentos astronômicos básicos, tendo contribuído também para a formação complementar de astrônomos profissionais brasileiros, em função da escassez de cursos de graduação em astronomia no país, tendo também participado, junto com o planetário do Ibirapuera, de pesquisas pioneiras em registros radioastronômicos. Desde sua criação, a escola já ministrou mais de 500 cursos, atendendo a um público superior a 20.000 pessoas. Atualmente, oferece cursos de variados níveis, desde introdução à astronomia até outros mais aprofundados como construção de telescópios, astronomia do sistema solar, evolução estelar e cosmologia. Seu edifício, projetado por Roberto Tibau, mescla elementos da arquitetura moderna em sua vertente carioca com conceitos da denominada escola paulista. Tombado pelo Condephaat e pelo Conpresp, é equipado com três salas de aula, salas especiais, biblioteca, auditório com capacidade para 100 lugares e espaços para exposições, além do terraço, equipado com um observatório astronômico e outros instrumentos destinados à observação dos astros. A escola possui ainda uma biblioteca especializada e um acervo de objetos históricos relacionados à astronomia e ciências afins.

Excerto do artigo da Wikipédia Escola Municipal de Astrofísica (Licença: CC BY-SA 3.0, Autores, Imagens).

Escola Municipal de Astrofísica
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Parque Ibirapuera
Parque Ibirapuera

O Parque Ibirapuera é um parque urbano localizado na cidade de São Paulo, Brasil. Em 2017, foi o parque mais visitado da América Latina, com aproximadamente 14 milhões de visitas, além de ser um dos locais mais fotografados do mundo. Inaugurado em 1954 com uma área de 158 hectares (390 acres), entre as avenidas Pedro Álvares Cabral, República do Líbano e IV Centenário, o Parque Ibirapuera é um parque tombado e patrimônio histórico de São Paulo. Seus jardins foram desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes, após o conceito e anteprojeto do paisagista Roberto Burle Marx, a quem foram inicialmente encomendados, encontrarem resistência para sua efetiva realização. Já as construções históricas como os pavilhões que abrigam museus, o auditório, marquise entre outras foram concebidas pelo arquiteto Oscar Niemeyer com projetos estruturais do engenheiro Joaquim Cardozo, e são tombadas pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O parque como um todo é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. Com a ampliação da Av. Pedro Álvares Cabral e consequente separação de parte da área verde que passou a ser administrada separadamente do parque, sua área efetiva foi reduzida e hoje ficam dentro do parque pouco mais do que 130 hectares (322 acres) entre as avenidas que o limitam e dentro de sua certa. Desde 2003, a gestão do Parque Ibirapuera é feita pelo Conselho Gestor do Parque Ibirapuera e administração pelo Departamento de Parque e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo. A partir de 2014, o parque também conta com uma organização de amigos consolidada, o Parque Ibirapuera Conservação, dedicada a fomentar o engajamento dos usuários no cuidar do parque, restaurar espaços e promover a melhoria das áreas verdes e abertas. No parque há diversos atrativos para o público desde passeios culturais e educativos como caminhadas monitoradas, atividades de observação de pássaros, possuindo esculturas, museus e monumentos históricos além dos jardins e paisagens repletas de flores e árvores. Há também aparelhos de ginástica, quadras, playground, quiosques, ciclovia e planetário. Por sua riqueza verde, esportiva e cultural, em 2015 foi elencado por um colunista do jornal britânico The Guardian, como um dos "melhores parques do planeta" junto a parques como o Buttes-Chaumont de Paris, o Boboli de Florença, a High Line de Nova Iorque, o Hampstead Heath de Londres e o Parque Güell de Barcelona.

Museu de Arte Moderna de São Paulo
Museu de Arte Moderna de São Paulo

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Localiza-se sob a marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, em um edifício inserido no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e reformado por Lina Bo Bardi em 1982 para abrigar o museu. É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, sem fins lucrativos, que tem por objetivo a conservação, extroversão e ampliação de seu patrimônio artístico, a divulgação da arte moderna e contemporânea e a organização de exposições e de atividades culturais e educativas. O museu foi fundado por Francisco Matarazzo Sobrinho e Yolanda de Ataliba Nogueira Penteado, dito Ciccillo Matarazzo, em 1948, concomitante ao surgimento do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ambos inspirados pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) e frutos do ambiente de grande efervescência cultural e progresso socioeconômico que caracterizou o Brasil na década de 1940. Ao longo de sua história, o MAM se notabilizou por sua ativa agenda cultural e por importantes iniciativas voltadas à sedimentação e difusão da arte moderna na sociedade brasileira, nomeadamente a criação da Bienal Internacional de São Paulo. Amealhou também, nos seus primeiros anos, um notável acervo artístico, agregando obras de alguns dos mais relevantes nomes nacionais e internacionais das artes visuais no século XX. Sucessivas crises institucionais e dificuldades financeiras, entretanto, levaram ao rompimento do fundador com o conselho diretor do museu, resultando na sua extinção temporária e doação de todo o seu patrimônio à Universidade de São Paulo (que o utilizou como acervo base de seu Museu de Arte Contemporânea). O MAM iniciou então um processo de reestruturação e recomposição de seu acervo, hoje focado na arte contemporânea, apesar de sua denominação. Permaneceu, entretanto, como importante referência na vida cultural do país. O acervo conta hoje com mais de 5 000 peças, a maioria produzida por artistas brasileiros ativos da década de 1960 em diante. Mantém o Jardim de Esculturas, um espaço de 6 000 metros quadrados projetado por Roberto Burle Marx, onde são expostas obras do acervo a céu aberto. Possui uma das maiores bibliotecas especializadas em arte da cidade de São Paulo, com mais de 60 000 volumes, além de um setor de publicações próprias, responsável pela edição de catálogos e pela revista trimestral Moderno. Desde 1969 organiza a mostra bienal Panorama da Arte Atual Brasileira, uma das mais tradicionais exposições periódicas do país e importante ferramenta para a ampliação do acervo.